JORNALISMO
A Comissão da Carteira e Ética (CCE) suspendeu, em Janeiro de 2026, o jornalista Ernesto Bartolomeu, pivô principal da Televisão Pública de Angola (TPA), por um período de 30 dias, além de lhe aplicar uma multa no valor de 1 milhão de kwanzas.
A sanção resulta da conclusão de que o jornalista violou o princípio de incompatibilidade previsto no Código de Ética e Deontologia do Jornalista, ao actuar como mestre de cerimónias no acto central das celebrações do 11 de Novembro, Dia da Independência Nacional.
De acordo com a decisão da CCE, durante o período de suspensão Ernesto Bartolomeu fica totalmente impedido de exercer qualquer actividade jornalística.
A Comissão revelou ainda que, só ao longo de 2025, instaurou mais de 100 processos disciplinares contra profissionais da comunicação social por alegadas violações éticas e deontológicas.
Além do pivô da TPA, outros jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social foram igualmente sancionados com multas por irregularidades relacionadas com o Código de Ética. A CCE advertiu também que irá penalizar órgãos de comunicação que mantenham jornalistas sem carteira profissional válida ou em situação irregular.
Entre as instituições referidas constam a Rádio Nacional de Angola (RNA), Rádio Cinco, TPA e TV Zimbo, entre outras, segundo avançou o Novo Jornal.
