Angolanas lideram entre estrangeiras que mais recorreram ao aborto em Portugal


PREOCUPANTE 

As mulheres de nacionalidade angolana foram, em 2025, as estrangeiras que mais recorreram à interrupção voluntária da gravidez em Portugal. Segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), foram registados 1.685 procedimentos, correspondentes a 20,9% das interrupções realizadas por mulheres estrangeiras. O número representa um aumento de 43% face a 2024, quando tinham sido contabilizados 1.178 casos. Angola ultrapassou o Brasil, que registou 1.592 procedimentos, enquanto Cabo Verde ficou na terceira posição, com 1.178 casos.

No total, Portugal registou 18.869 interrupções da gravidez em 2025, das quais 8.059 envolveram mulheres estrangeiras, correspondendo a 44,2% do total. A maioria dos procedimentos ocorreu no sector público (66%), com uma idade média de 28,5 anos e gestação média de sete semanas. A interrupção voluntária da gravidez por opção da mulher é legal em Portugal até às dez semanas, ao abrigo da Lei n.º 16/2007. O aumento dos casos envolvendo angolanas ocorre num período em que também cresceu a população angolana residente no país, que no final de 2025 chegou a 99.050 cidadãos, segundo a AIMA.

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem