Enquanto muitas aplicações se transformaram em plataformas cheias de anúncios, rastreamento e assinaturas, o VLC seguiu um caminho completamente diferente. Um dos principais responsáveis por essa decisão foi Jean-Baptiste Kempf, figura central no desenvolvimento do popular reprodutor de mídia, que, segundo diversos relatos, recusou propostas milionárias porque exigiam a inclusão de publicidade, coleta de dados dos utilizadores e softwares indesejados. Em vez de lucrar a qualquer custo, ele ajudou a preservar a essência de um programa que continua gratuito, de código aberto e capaz de reproduzir praticamente qualquer formato de áudio e vídeo.
Criado como um projeto estudantil na França e desenvolvido por uma comunidade global de programadores, o VLC tornou-se um dos softwares mais confiáveis do mundo justamente por manter os seus princípios. Sem anúncios, sem pop-ups, sem espionagem e sem assinaturas, o reprodutor continua a colocar a experiência do utilizador em primeiro lugar. Num cenário em que muitas empresas priorizam a monetização e a recolha de dados, a história de Jean-Baptiste Kempf e da comunidade do VLC mostra que ainda é possível criar tecnologia útil, livre e focada nas pessoas.
