APERTO AO CERCO
O País de Gales prepara-se para dar um passo sem precedentes ao transformar a ética política numa obrigação legal. O governo galês está a implementar uma medida inédita a nível mundial que prevê punições severas para políticos que mintam deliberadamente à população.
De acordo com a nova regra, prevista para entrar em vigor ainda em 2026, parlamentares e candidatos que forem apanhados a mentir de forma intencional — desde que a falsidade seja comprovada — poderão ser suspensos das suas funções ou até afastados definitivamente do cargo e da vida política.
A iniciativa surge como resposta directa à crescente crise de confiança nas instituições públicas e ao desgaste da classe política. Para as autoridades galesas, a honestidade já não pode ser apenas um valor moral ou uma promessa de campanha, mas sim uma exigência jurídica com consequências reais.
Num contexto em que, em muitos países, a retórica enganosa é tolerada como parte do jogo político, o País de Gales escolheu seguir um caminho diferente, colocando a verdade no centro da governação.
A medida já está a gerar intenso debate internacional e pode vir a servir de modelo para outras democracias que enfrentam problemas semelhantes de credibilidade, desinformação e afastamento entre governantes e cidadãos.
