MANIFESTAÇÃO
Luanda, 28 de julho de 2025 – A capital angolana viveu um dia de forte agitação popular nesta segunda-feira, com protestos e mobilização dos taxistas em repúdio ao aumento no preço dos combustíveis e das tarifas de transporte.
Greve dos taxistas provoca caos e protestos nas ruas
Os taxistas de Luanda iniciaram hoje uma greve de três dias (28 a 30 de julho), contra o aumento do preço do gasóleo de 300 para 400 kwanzas por litro, que resultou também na elevação das tarifas de táxi coletivo para 300 kwanzas e dos autocarros urbanos para 200 kwanzas.
O dia foi marcado por barricadas, pneus queimados, pilhagens e vandalização de viaturas, com relatos de caos nas principais vias da cidade, incluindo Avenida Fidel de Castro, Quilómetro 30, Camama e Calemba 2 .
População sofre com falta de transportes
Com os táxis ausentes das ruas, muitos moradores recorreram à caminhada ou esperaram por horas nas paragens, enquanto os transportes coletivos mostraram-se insuficientes e superlotados.
Entre os afetados, Vítor Miguel afirma ter caminhado desde Viana até ao Zango, e outros trabalhadores chegaram a considerar faltar ao trabalho devido à impossibilidade de deslocação .
Protesto popular ganha escala
Os protestos, que tiveram origem nas categorias dos transportadores, acabaram por atrair manifestação espontânea de residentes e mototaxistas em diversas zonas de Luanda. Em áreas como Calemba 2, manifestantes ergueram barricadas e impediram a passagem de viaturas, enquanto algumas lojas e supermercados foram saqueados e vandalizados.
Houve confrontos com a polícia, que tentou dispersar os protestos, chegando a disparar tiros de aviso, embora o número reduzido de agentes não tenha conseguido neutralizar os atos de vandalismo.
Tensão e censura no ato público
Apesar de o protesto ter decorrido de forma pacífica em muitos pontos, a imprensa foi proibida de se aproximar do local por ordens policiais.
