O Ministério das Finanças deixou de validar previamente determinadas Ordens de Saque (OS), numa decisão que altera o processo de autorização de pagamentos do Estado. A medida, enquadrada nas regras de execução orçamental, visa reforçar o controlo da despesa pública, melhorar a gestão da tesouraria e garantir que os desembolsos sejam realizados de acordo com a disponibilidade financeira do Estado.
A decisão, contudo, está a gerar reações opostas. Enquanto a Ecodima alerta que a nova orientação poderá agravar os atrasos nos pagamentos, reduzir a liquidez das empresas e criar dificuldades para fornecedores do Estado, a Associação Industrial de Angola (AIA) considera que a medida representa um passo importante para reforçar a disciplina orçamental, aumentar a transparência na execução financeira e proteger a sustentabilidade das contas públicas.
