“Greve de 3 semanas ameaça paralisar tribunais e conservatórias em todo o país”


GREVE

Os oficiais de justiça angolanos anunciaram uma greve geral de três semanas, com início previsto para segunda-feira, 27 de outubro, em protesto contra a falta de resposta do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos às suas reivindicações.

A decisão foi tornada pública após uma reunião extraordinária do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola (SOJA), que justificou a paralisação como “inevitável”, devido ao “silêncio prolongado” do Governo perante os problemas que afetam o setor.

Entre as principais exigências do sindicato destacam-se:

A aprovação urgente do estatuto remuneratório dos oficiais de justiça;

A melhoria das condições de trabalho nas conservatórias, notariados, registos e serviços de identificação civil;

A reposição de subsídios que foram cortados, incluindo uma redução de 20% aplicada em algumas delegações provinciais.


De acordo com o SOJA, a greve envolverá técnicos e funcionários de justiça de todas as províncias, afetando tribunais, registos e notariados. Apenas serviços mínimos essenciais serão assegurados durante o período de paralisação.

Apesar do clima de tensão, o sindicato afirma manter-se aberto ao diálogo, mas lamenta a “falta de vontade política” do ministério em resolver a situação.

Especialistas alertam que a greve poderá causar atrasos significativos em processos judiciais, emissão de documentos e atendimento ao público, com impacto direto em milhares de cidadãos e empresas.

“Não queremos prejudicar o país, mas estamos cansados de promessas não cumpridas”, afirmou um representante sindical.

Com o impasse, o país entra em contagem decrescente para uma das maiores paralisações do setor da justiça dos últimos anos.

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