EDUCAÇÃO
Pela primeira vez, o governo angolano gastou mais com educação e saúde do que com segurança e defesa. Em 2024, os investimentos na construção de escolas e hospitais superaram os feitos em esquadras e bases militares, marcando uma viragem histórica nas prioridades orçamentais do Estado.
No entanto, esta mudança ocorreu num contexto de forte restrição financeira. O Orçamento Geral do Estado (OGE) previa 10,0 biliões Kz em financiamentos internos e externos, mas o Governo só conseguiu garantir 4,5 biliões Kz, deixando um buraco de 5,5 biliões Kz.
Mesmo com cortes em várias áreas, o setor da Defesa e Segurança acabou por ter uma execução acima do planeado — 145% do previsto — o que impediu que a diferença a favor da Educação e Saúde fosse ainda maior.
O OGE de 2024 previa receitas e despesas de 24,7 biliões Kz, sendo 14,7 biliões Kz em receitas correntes (impostos) e 10,0 biliões Kz em receitas de capital (financiamentos). No final, o Governo captou apenas 2,3 biliões Kz em financiamentos internos (61% de execução) e 2,2 biliões Kz em financiamentos externos (35%), o que representou apenas 45% do total projetado.
Apesar das limitações financeiras, o aumento do investimento nas áreas sociais é visto como um sinal positivo de reorientação das políticas públicas em Angola.
