Ruanda intensifica fiscalização sobre igrejas e impõe novas taxas a pastores

 


RUANDA

Ruanda, onde mais de 90% da população se identifica como cristã, está implementando novas medidas para regular as igrejas, em resposta ao crescimento descontrolado de denominações neopentecostais. Essas igrejas, frequentemente associadas à teologia da prosperidade, têm sido acusadas de explorar os fiéis mais vulneráveis, principalmente os mais pobres, com promessas de riqueza e sucesso material.

O presidente Paul Kagame, no poder desde 1994, tem sido um crítico vocal dessas instituições religiosas. Em diversas ocasiões, ele afirmou que muitos pastores estão apenas interessados em enriquecer às custas dos ruandeses, arrancando o último centavo dos fiéis em nome da fé. “A verdade é que muitas dessas igrejas existem apenas para enriquecer seus líderes, enquanto os fiéis continuam a viver na pobreza”, afirmou Kagame.

Como parte das novas medidas para combater essa exploração, o governo de Ruanda decidiu implementar uma série de reformas, incluindo a criação de impostos para as igrejas. Além disso, a administração exigirá que os líderes religiosos possuam, no mínimo, um diploma de bacharel para poderem assumir funções ministeriais. Essas iniciativas visam garantir que as atividades religiosas no país sejam mais transparentes e que os líderes das igrejas sejam devidamente qualificados, para proteger os fiéis de práticas fraudulentas.

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

EM DESTAQUE